Machu Picchu: quando ir, como chegar.  E como me senti por lá

Quando eu era adolescente e fazia o meu “mural dos sonhos”, colocava Machu Picchu como destino principal.  Achava tão cheio de mistério! Tinha certeza de que a energia que eu sentiria na Cidade Sagrada dos Incas transformaria minha vida. Já adulta, quando parti pra a realização desse sonho, continuava achando que seria algo, meio assim, transcendental.

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Uma das minhas fotos preferidas da vida!

Bem, foi muito legal, fiquei impressionadíssima, mas não foi tão transformador assim. Daqui a pouquinho eu conto pra vocês como me senti por lá. Antes, deixa eu passar as informações mais objetivas e práticas, para quem está com pouco tempo, pouca paciência, ou pouco WI-FI.

COMO CHEGAR: Machu Picchu fica a 74 quilômetros de Cusco. Nós pegamos um voo do Rio de Janeiro até Lima. Depois, mais uma horinha de voo até Cusco (atenção especial para as conexões, já que o aeroporto de Cusco às vezes fica fechado por causa do mau tempo).

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Cusco é bem interessante e merece uns dois dias de atenção

Ficamos dois dias em Cusco e partimos de trem (fomos no Vistadome) para  a cidadezinha de Águas Calientes. De lá, pegamos um ônibus até a entrada de Machu Picchu.

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O Vistadome não é a opção mais em conta, mas é bem confortável e divertido

O jeito mais aventureiro, roots, raiz e, talvez, mais emocionante mesmo para chegar ao alto é fazer a trilha Inca, que dura quatro dias a partir de Cusco, se tudo correr como programado. Nós não chegamos nem perto, por isso vou indicar uma passadinha lá no blog Fui, Gostei, Contei porque a Carla fez uma trilha de três dias – e ainda indicou um monte de gente boa. 

MELHOR ÉPOCA: De abril a novembro. Nos outros meses, o tempo é muito instável, com chuva e até risco de deslizamentos de terra. Ah, em julho o problema é a superlotação. Em junho, durante a Festa do sol (Inti Raymi), também fica bem cheio, mas acho que participar das festividades deve compensar o excesso de turistas.

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Tem que contratar o guia pra entrar em Machu Picchu e vale a pena!

DOCUMENTAÇÃO: Para entrar no Peru é preciso Carteira de Identidade OU passaporte. A carteira de identidade precisa estar em bom estado (e não vale carteira de motorista ou outro tipo de identificação). Em relação ao passaporte, precisa ter prazo de vencimento superior a seis meses da data da viagem (e a embaixada brasileira em Lima recomenda oito meses).  Eu me sinto mais segura viajando com os dois documentos.  Ah, com o passaporte em mãos você pode conquistar o tão cobiçado carimbo de Machu Picchu, como explica o pessoal do blog Machu Picchu Brasil.

VISITANDO MACHU PICCHU:  Ingressos podem ser comprados com antecedência no site oficial do governo peruano (o jeito mais seguro),  em alguns pontos de vendas em Cusco e em Águas Calientes, e em agências de viagens (provavelmente um pouco mais caro).  Minha sugestão é que você compre com antecedência, pra não correr o risco de ficar sem, principalmente se pretende subir a Huayna Picchu – que tem número de visitante ainda mais restrito. Quando comprar o ingresso, será preciso indicar o horário em que deseja visitar Machu Picchu. Os grupos agora são divididos de hora em hora e o tempo de permanência máximo, por ingresso, é de quatro horas. O primeiro horário é o de 6 da manhã.  O pessoal do  Sundaycooks tem um post bem completo, explicando o passo a passo para a compra do ingresso.

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É sonho que fala, né?

Vou ficar devendo pra vocês onde se hospedar, pois já tem algum tempinho que fomos e não sei como estão os hotéis agora. Também prefiro não indicar locais para comer, pois fiquei beeeem enjoada boa parte do tempo, por causa do mal de altitude, o bendito do  soroche. Cusco está a 3400 metros do nível do mar. Custa a acostumar, viu? Nunca imaginei que fosse tanto.  Vou escrever sobre o soroche num post separado, com várias dicas para evitar, mas não posso garantir que elas funcionem, hahaha (rindo pra não chorar só de lembrar). PERU 1006

Ah, os sentimentos principais que senti em Machu Picchu foram espanto e admiração. É incrível observar as construções (tão precisas que só dá pra acreditar vendo!), imaginar como tudo aquilo foi parar ali, confabular se as histórias, lendas,  pesquisas, boatos são verdadeiros.  Também estava muito feliz por realizar um sonho da vida inteira, principalmente com o marido, o filho e o enteado ao lado. Mas não senti nada de extraordinário, esotérico, de energia- surreal- transformadora que fantasiei que sentiria. Acho que a superlotação e a impossibilidade de fazer a visita no meu próprio ritmo (tendo que seguir o do guia e do grupo) foram os pontos menos legais e que impediram uma conexão maior com o local. De qualquer forma, Machu Picchu é um sonho! Um lugar único no mundo, inesquecível, e que merece ser estudado, visitado e sentido pelo menos uma vez na vida.

3 comentários sobre “Machu Picchu: quando ir, como chegar.  E como me senti por lá

  1. Pingback: Soroche: O que é, quais são os sintomas, e como amenizar o mal de altitude | VIAGEM MASSA

  2. Oi, amiga!
    Delicinha de texto esse seu. Enxuto; na medida certa. Amei, também, a sinceridade que vc demonstra ao contar como foi a experiência.
    Foi muito bom poder matar a saudade assim, através da leitura!
    Um abração,

    PS: Acabei de retornar do Marrocos e ainda estou processando tudo… foi incrível!

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