Salvador, Bahia: dicas de restaurante, hotel, diversão e ciladas

O amigo Fábio Linhares acaba de chegar de uma maravilhosa viagem à Bahia (viagem maravilhosa e Bahia é quase uma redundância, né?). Ele compartilhou com a gente o roteiro detalhado. Olha que massa!

Este é o Fábio

Hotel Fera

Bem no centro histórico. Fica a dois minutos do elevador Lacerda. Pra chegar no Pelourinho você gasta só mais um pouquinho de sola de sapato. O hotel tem estilho vintage e foi reformado recentemente. O café da manhã é fantástico e fazem omelete na hora pra você.

Um espetáculo! Sem contar a vista da piscina com borda infinita.

Achei chique esse drink a beira da piscina

Pelourinho

Casinhas coloridas, caminhos de pedras e história viva! O lugar é lindo, tem uma super energia, mas a maioria dos baianos que chegou a mim foi pra tentar me vender algo. Seja a fitinha colorida de todos os Santos ou oferecer pra pintar meu corpo tipo olodum. Passou um pessoal fazendo batuque o que me fez tirar o celular do bolso pra filmar e logo veio alguém com um balde “estilo chapéu” e parou na minha frente esperando uma ajuda e atrapalhando meu vídeo.

Pelourinho

Mas rende fotos iradas e vc precisa fazer seu check-in ali.

Igrejas

Chegamos num dia de feriado e muitas estavam fechadas. A que encontramos aberta entramos e logo pagamos R$5 por pessoa. Uma mulher que estava ao lado do rapaz que recebeu o dinheiro disse que nos levaria pelo passeio. Começou a mostrar peças da igreja, mas sem nenhuma informação extra. Apenas apontando os Santos, dizendo os nomes e nada de mais. Quase no fim da “volta” pela igreja ela disse que o tour era pago a parte e cobrou R$15 por pessoa. Disse que pagamos a entrada e que ela não avisou que cobraria pela “gentileza” de nos acompanhar pela igreja. Mesmo assim demos uma gorjeta e não entramos mais em nenhuma igreja.

Restaurante Soho

Todo mundo que comentei sobre a vinda a Salvador indicou o restaurante Soho. É um japonês muito famoso e tradicional na Marina Bahia. Chegamos cedo e nos sentamos na área externa, com vista para o mar. Parte do piso é de vidro e dá pra ver as pedras e a água sob nossos pés. Pedimos um combinado do chef com 40 peças. Comi até! Estava realmente delicioso.

A caipirinha também estava muito boa. De sobremesa foi um petit gateau de doce de leite sensacional. Por ser muito famoso e ter um nível bem bacana a conta foi um pouco salgada, mas valeu a pena.

Passeio nas ilhas

Procurei na internet os passeios que saem de salvador num catamarã até as ilhas dos Frades e de Itaparica. No site o valor era de R$50, sujeito a pagar mais caro na hora, por isso o alerta de reservar antes. Como o tempo estava instável resolvi arriscar e comprar na hora, caso o sol brilhasse. Como o dia amanheceu bom, fomos em direção ao local de saída, que fica bem em frente ao elevador Lacerda e ao Mercado Modelo, pertinho do hotel que estava. Lá encontramos passeios até por R$30! Mas dá um certo medo, né? Negociamos com uma empresa que acreditamos ser mais confiável e pagamos R$40.
O barco vai bem estável e vimos colete salva-vidas pra todo mundo (foi a primeira coisa que minha mãe perguntou quando mandei a foto dentro do catamarã). Certa altura da viagem apareceu uma banda que tocou pagode baiano e axé pra animar o trajeto. Até o guia pegou um pandeiro e começou a tocar. Todo mundo levanta e dança! É divertidíssimo.

Amigos Fábio e Naira. Só faltou eu.

Claro que na volta eles passaram o chapéu e pediram “aquela contribuição” para os músicos.
Depois de pouco mais de uma hora chegamos à ilha dos Frades. O pessoal do guichê da empresa do barco não avisa, mas para desembarcar na ilha você paga uma taxa turística de R$10 por pessoa. Mesmo ficando de olho na previsão do tempo caiu uma baita chuva assim que desembarcamos. Logo depois o tempo abriu e pude aproveitar pra dar um mergulho nas águas quentes da Bahia. O tempo fechado não ajudou muito nas fotos, mesmo assim valeu a pena.
Na ilha de Itaparica almoçamos no Neptuno restaurante. A primeira opção era um bobó de camarão, mas tinha acabado. Pedimos a moqueca de camarão sem leite de coco, no estilo ensopado como os baianos chamam, mas capixaba se recusa a colocar isso no prato. O resultado foi uma “moqueca” de cara feia, mas gostosa. Só não valeu o preço!

Restaurante Pereira

Bem na orla da Barra, de frente para o mar. Ambiente jovem e acolhedor.
Provei o delicioso Risoto de camarão com polvo e a inexplicável caipirosca de morango, Lichia e jaboticaba. Recomendo!

Igreja de Nosso senhor do Bonfim

De transporte por aplicativo gastamos cerca de 20 minutos do hotel até a igreja. Pegamos o finalzinho da missa em que o simpático padre benzia os aniversariantes do dia e puxou um animado parabéns. Entrei pela porta lateral fugindo dos vendedores ambulantes que ficam na região. Busquei contemplar a beleza da igreja e fiz algumas fotos. A igreja com o padroeiro da Bahia é o templo católico mais visitado do estado. Lá tem a sala dos milagres, lotada de objetos deixados por fiéis que alcançaram bênçãos. A maioria milagres na área da saúde, principalmente por que o santo rege causas impossíveis na área da saúde. Já do lado de fora foi o momento de negociar a tão comentada fitinha do Bonfim. Reparamos que o vendedor “fechou negócio” com uma senhora que levou dois maços com 10 fitinhas por R$4 . Depois o mesmo vendedor veio oferecer dois maços de fitas por R$10. Claro que negociamos e ele nos vendeu os maços de fita por R$5. Amarrei a minha na grade do lado de fora, fiz dezenas de fotos que ficaram pra porta-retrato e me concentrei nos pedidos.

Na segunda semana de janeiro acontece a tradicional lavagem da escadaria na igreja. Dezenas de baianas usam água de cheiro para lavar o local. Um ato que remete aos escravos que lavaram o templo quando ficou pronto. A festa atrai milhares de turistas.

Shopping da Barra

Como o dia não tava lá essas coisas pra praia, chovendo e ventando, demos uma volta no shopping. Almoçamos num restaurante chamado Iemanjá, onde tive coragem de comer acarajé na entrada. Pedi meia porção com três bolinhos, acompanhados com vatapá e camarão. Você abre e coloca o recheio na hora, na sua preferência. Achei tanto bolinho que quase não almocei depois. Mesmo assim pedimos um bobó de camarão para uma pessoa, mas que serviu muito bem duas. A caipirinha com cachaça ouro também recomendo.

Farol da Barra

Logo na chegada vieram os inúmeros vendedores de cacarecos, lembranças e fitinhas. Como tinha acabado de sair da igreja do Senhor do Bonfim tirei aquele chumaço do bolso e exibi sorridente agradecendo. Mulheres vestidas de baianas também vieram animadas oferecendo pose para foto desde que vc dê alguma pequena contribuição, claro. Agradeci, mas disse que não e todos ficaram de cara feia pro nosso lado.
Já em frente ao farol rende fotos lindas e o pessoal fica numa área de frente pro mar pra assistir ao pôr do sol, mas como o céu estava com muitas nuvens não valia a pena esperar.

Dei print no Instagram do Fábio, hihihi

Decidimos entrar e subir o farol. Você paga uma taxa de R$15 (estudantes e idosos pagam meia). Tem um museu Nautico lá dentro com miniaturas de caravelas e lâmpadas de Farol antigas. Você tem acesso ao pátio onde fica o farol e pode subir lá no topo. Se você não tem problema de encarar uma escada relativamente estreita em espiral a subida vale a pena. Eu sempre fico tonto por causa da altura, mas não deixo de ir. A vista é bacana e sempre rende fotos legais.

Mercado Modelo

No tradicional mercado do centro de salvador você acha desde canecas, cangas, artesanatos e todas as bugigangas que turista adora. Sempre vale a pena pesquisar e negociar o preço, mas pode ter certeza que lá tudo é bem mais em conta que nos outros pontos turísticos da cidade. Não tenho muita paciência, mas acabei comprando umas lembranças pra família. Tenho certeza que teria dificuldade de tirar minha mãe lá de dentro, já que ela ama artesanato e tem muito mais paciência pra olhar tudo que eu.

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