Brincando de fazer arte – E não é que é arte mesmo?

A exposição  The Art of the Brick provocou reações diferentes em nós. Eu achei “que incrível! Cara! Como alguém consegue ter paciência e talento pra fazer tudo isso? Amei, amei! E os textos? Ah, massa!”.

Já o Jean achou “legalzinho, né? Legalzinho…”

Como nenhum de nós entende muito de arte mesmo, e sou eu que estou escrevendo este texto… a sugestão é que vocês conheçam o trabalho do artista americano Nathan Sawaya.  Até o dia 30 de Outubro é possível fazer isso no Ibirapuera, na Oca, o que já vale um passeio. Depois, a exposição segue para o Rio de Janeiro e, daí, pro mundo. Ou seja, em algum momento da vida, provavelmente, você vai dar de cara com ela.unnamed-7

No começo da mostra, você assiste a um videozinho rápido e descobre que Nathan largou a carreira no Direito, resolveu fazer o que gosta… e acabou se tornando um profissional reconhecido mundialmente! Ah,  não é o sonho de todos nós?  Aliás, parece que toda a exposição tem um mesmo um toque de autoajuda, ehehe, passando a ideia de que cada um  de nós tem a capacidade de construir coisas legais neste mundo com o que quer que tenhamos nas mãos… E tem mais, as “legendas” das obras trazem textos questionadores… e inspiradores. Ou não, é claro.  Arte e inspiração são coisas muito pessoais.

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MY BOY 22590 peças de Lego (Perda combinada com amor)

E o que é que tem de tão legal na exposição? Ora… são obras de arte feitas com Lego.  Isso mesmo, aquelas pecinhas de brinquedo, usadas pelas crianças para montar coisas. Sawaya constrói coisas…surpreendentes com milhares e milhares delas.  São 83 obras totalizando mais de um milhão de pecinhas de Lego (uau! Aposto que algumas donas e donos de casa pensaram na bagunça que isso representaria no meio da sala).unnamed-9

Começa com obras como o violoncelo, as maçãs e peças de xadrez gigantes.

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Há também reproduções de quadros famosos, como O Grito, de Munch, ou o Beijo, de Klimt. E obras como O Pensador, de Rodin.

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O Beijo

Para a mostra brasileira, há uma obra especial, um retrato de Pelé chutando uma bola tridimensional.

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Minha parte preferida é essa das esculturas que reproduzem formas humanas. Olha o texto da obra abaixo:  “As vezes, quando você tenta subir um degrau, só precisa contar com você mesmo. Todos nós somos capazes de muito mais do que pensamos.”

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STEPLADEER 4054 peças

Essa foi, sem dúvida, minha obra preferida. Mas é preciso levar em consideração meu estado de espírito: buscando coragem pra deixar de lado o comodismo e encarar um novo rumo profissional. Tá explicado, então.

A obra mais conhecida de Nathan é, sem dúvida, a Yellow, que mostra um homem abrindo o próprio peito com as mãos.  As onze mil pecinhas de Lego ajudaram a compor o clip da música G.U.Y de Lady Gaga.

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Dá pra interagir bem com as obras, tirar bastante foto pra pagar mico… mas não pode usar flash e a iluminação é meio escura, então ficamos todos meio fantasmagóricos.

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Mas as obras de arte de Lego ficam lindas e isso é o que, afinal, importa em uma exposição. Mais arte, menos selfie. Ah, mas eu não resisto. 🙂

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E no final, todos ficam impressionados com o esqueleto de Tiranossauro Rex que tem 6 metros de comprimentos. Foi construído com mais de oitenta mil pecinhas de Lego! Dizem que demorou um verão todinho pra ficar pronto.

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Pra quem sai da Exposição com vontade de fazer sua própria obra com as pecinhas, há um espaço destinado pra isso. As crianças adoram! E também é possível comprar as caixas com o brinquedo e produtos personalizados (achei os preços bem salgados).

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Eu que fiz. (Tá, mentira. Foi o Nathan)

The Art of Brick, de Nathan Sawaya
Período: Até 30 de outubro de 2016
Local: OCA – Museu da Cidade de São Paulo (Ibirapuera)

Horário: de terça a domingo das 11h às 20h
Ingressos: 20 reais (10 reais meia-entrada)

Rio de Janeiro: de 11 de Novembro a 15 de Janeiro no Museu Histórico Nacional.unnamed-13

2 comentários sobre “Brincando de fazer arte – E não é que é arte mesmo?

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