Cracóvia, Polônia – História, gastronomia, arquitetura…como você nunca imaginou.

(Por José Maria Nunes)

Cidades charmosas de porte médio, cheias de história milenar – refletida em castelos medievais preservados e outras atrações,  existem aos montes pela Europa, como todo mundo sabe. No entanto, devo confessar aqui, que essa viagem a Cracóvia me surpreendeu. E já vou começando a contar como foi tudo…

Centro histórico CracóviaPraça do mercado Cracóvia

José Maria e Zibi na Cracóvia

Zibi (de vermelho) e José Maria na Cracóvia

Tive a sorte de ter sido convidado para conhecer a cidade por um polonês nato, o Zbigniew Oblakowski (Zibi), que me mostrou tudo o que eu mais desejava ver por lá, com espaço para algumas surpresinhas, sobretudo gastronômicas (estão em negrito).  Cracóvia é a segunda maior cidade da Polônia, uma das mais antigas, Patrimônio da Humanidade desde a primeira lista da Unesco, em 1978. É considerada por muitos a capital cultural do país. Encantadora e pitoresca, perfeita para passar um fim de semana e sentir o gostinho do misterioso Leste europeu!

A viagem aérea de Copenhague para Cracóvia não durou mais do que uma hora. Cheguei à tardinha.  Foi só  fazer o check-in  no hotel e já dar a primeira saída para explorar os arredores. Bastava atravessar a rua para dar de cara com uma das principais atrações da Cracóvia: o impressionante antigo Bairro Judeu de Kazimierz. Ali é onde foram rodadas muitas cenas do filme ” A Lista de Schindler”, de Steven Spielberg.

Bairro Judeu de KazimierzBairro Judeu de Kazimierz

Bairro Judeu de KazimierzA Polônia foi um dos principais pontos de perseguição aos judeus pelos nazistas (Holocausto). A história é muito mais complexa e antiga, mas durante Segunda Guerra Mundial eles foram isolados em guetos e, depois, assassinados nos campos de concentração e, às vezes, nos próprios guetos em que haviam sido confinados.

fábrica Oskar SchindlerPara os interessados, dá para visitar a ex fábrica de Oskar Schindler, onde ele empregou e “ajudou” os judeus. As aspas são porque existe uma discussão enorme sobre o princípio desta ajuda, e muitos dizem que Schindler fez isso mais pelo dinheiro do que por querer salvar as pessoas. Enfim, por dinheiro ou não, o cara salvou mais de mil pessoas. O museu é bem legal e extenso, não fala somente do Schindler, mas conta toda a história da ocupação nazista. Recomendo! Apesar da história pesada, eu achei que Kazimierz nada tem de depressivo. É cheio de vida! Um mar de restaurantes, cafés, bares; várias lojinhas especiais, além de antiquários e galerias de arte.

Na primeira noite, eu já estava louco para saborear uma comidinha típica polonesa. A escolha foi um restaurante inusitado, o hiper retrô U Babci Maliny.  Segundo meu acompanhante polaco, o nome quer dizer algo como “Vovó de Framboesa”.  U Babici Maliny cracóviaParecia um lugar parado no tempo, de fato. As refeições são servidas por empregadas com um vestido tradicional e um senhor toca piano ao vivo. O espaço interno é todo decorado com peças antigas e bonecas de porcelana. As luminárias parecem ser de um século atrás, mas fui informado que nem eram assim tão velhas, sendo do período entre as duas grandes guerras mundiais… Enfim, um bocadinho surreal, parecia mais um simpático museu! O cardápio é composto por pratos da mais tradicional culinária local. Eu pedi apenas um prato principal à base de javali assado, com molho de caçador (com cogumelos, ervas e umas frutinhas silvestres) e uma cerveja, que saíram por inacreditáveis € 7,00.U Babici Maliny2Babici Maliny comida

Pode até parecer estranho, mas os poloneses comem grãos de aveia como acompanhamento de certos pratos, que preparam mais ou menos como nós cozinhamos arroz. Deve ser saudável…

Depos do jantar, bateu aquela vontade de tomar um capuccino e comer umteatro municipal cracóvia docinho qualquer. A caminho de um café no centro histórico, deu pra ver claramente uma das razões que fazem de Cracóvia uma cidade com forte apelo para quem gosta de cultura clássica. Imponente e barroco, o prédio do Teatro de Cracóvia, que data de 1893, recebe uma iluminação noturna, que o deixa ainda mais lindo! Uns minutinhos de caminhada e cheguei ao café Camelot  que, de tão fofo, me deixou boquiaberto! É do tipo que já não se vê mais numa grande cidade. Todo assim, meio rústico, nada de modernidade excessiva ou linhas retas minimalistas. Até um pouco romântico na escolha das cores e objetos. Muito agradável o ambiente! Show! Torta de pêra e capuccino por razoáveis € 4,00. Na porta, um enorme anjo esculpido em madeira recebia e se despedia das pessoas.

Café Camelot CracóviaCafé Camelot3

Satisfeito com as minhas primeiras impressões sobre Cracóvia, dei uma passadinha para comprar suco e água num mini supermercado Carrefour Express, que fica aberto até 23h, e voltei para o hostel. Já no dia seguinte, o negócio era bater perna. Apesar de ter viajado para lá no meio do inverno europeu, a temperatura estava amena, entre 0 e -5 °C e sem nenhuma neve.  Isso mesmo, temperatura amena é zero grau!! Conforme observou meu amigo, Zibi, na Polônia, os termômetros podem marcar até extremos -20 °C, ou seja, frio de lascar!  Às vezes, até caía uma chuvinha fina, mas nada de assustador…

 Centro histórico cracóviaCentro histórico cracóvia

Dediquei minha primeira manhã para dar uma volta pela cidade e conhecer os principais pontos turísticos. O centro histórico (Stare Miesto em polonês) é bem pequeno e dá para fazer tudo andando. Achei que foi muito, mas muito fácil mesmo perambular pela cidade. Se bater o cansaço, ou mesmo por curiosidade, vale pegar um dos bondes elétricos, que têm aquele quê de nostalgia. Deu pra observar que se trata do meio de transporte público mais utilizado na cidade.

Transporte CracóviaBonde cracóvia Ah, sim, o café da manhã, que eu considero uma refeição importante, exatamente porque fornece energia para a caminhada, me agradou em cheio. Por lá, as coisas diferentes no café são tomate, embutidos e alguns tipos de maionese (legumes e até de peixe!). O resto é tudo igual: pão com queijo, presunto, manteiga…

praça do mercado CracóviaO coração de Cracóvia é a bela praça medieval Rynek Głowny (literalmente, Praça do Mercado Principal). Abarrotado de turistas, o perímetro abriga numerosas igrejas, o lindíssimo castelo de Wawel, o antigo mercado e bolsa de mercadorias e muitos, muitos restaurantes, bares e lojas. O conjunto arquitetônico é magnífico! Desde a queda do comunismo, em 1989, e com a entrada da Polônia da União Europeia, todos os edifícios antigos têm passado por um processo de restauração e embelezamento, o que é bem visível. Existe um jardim chamado Planty, que rodeia todo o centro histórico e que costumava marcar os limites das muralhas de cinco quilômetros da cidade. É muito relaxante caminhar nele!

Basílica de Maria Santíssima

Basílica de Maria Santíssima

Também muito legal é o Sukiennice, um centro comercial de estilo renascentista (do século XIV) , que domina a praça, juntamente com a Torre da Câmara Municipal e a Basílica de Maria Santíssima, com suas duas torres desiguais. O primeiro andar era usado para grandes banquetes. Hoje em dia, é ocupado pela Galeria de Arte Polonesa do Século XIX. No mercado, artistas locais vendem os seus artigos. Especialmente interessantes são as jóias de âmbar e os tapetes de pele de ovelha. Um local para visitar se quiser levar um pedaço autêntico de Cracóvia para casa. No subsolo da praça, fica o Museu Histórico de Cracóvia, que me deixou bobo com as escavações arqueológicas e uma mostra de como viviam os primeiros habitantes da região… 20 mil anos a.C.

A fome veio com força, depois de percorrer quase todo o centro histórico. E já era mesmo hora de almoçar. Assim, perguntei ao Zibi onde poderíamos nos jogar para comer o mesmo que os poloneses comem no horário de almoço, mas algo que fosse barato e delicioso. A sugestão, que prontamente aceitei, foi o Polakowski. Fomos para lá.

Zibi no Polakowski Polakowski  CracóviaUma rua calminha e não muito longe da Praça do Mercado. Era um lugar aconchegante, mas sem muita frescura, e ainda estava com a decoração natalina, o que eu achei uma graça! Pedi uma Wątróbka drobiowa, um prato feito com fígado de galinha frito e acebolado, servido com duas bolas de purê de batatas e uma salada com repolho e picles. Talvez não para os paladaresmais exigentes, acostumados a foie gras, mas eu amei! Também provei a Zurek, que nada mais é do que uma sopa baseada em centeio fermentado – é azeda e cremosa e, muitas vezes, tem pedaços de kielbasa (salsicha típica polonesa) ou de ovo cozido.

Polakowski Sopa Polakowski

Perto do restaurante, há algumas galerias de arte e fotografia, onde entrei para bisbilhotar um pouco. Os artistas todos muito amigáveis e queridinhos! Na Polônia, vale lembrar que os mais jovens dominam bem o inglês.

castelo cracóviaO Castelo Real de Wawel, construído no séc. XIII é um capítulo à parte e visita obrigatória. Eu fiquei fascinado! É considerado o mais belo castelo da Europa Central, depois do Hradčany, em Praga. Ele foi erguido bem no topo de uma colina, com uma vista muito bonita da cidade lá embaixo e do Rio Vístula, que a corta ao meio. É a antiga residência oficial dos reis poloneses e, atualmente, sedia um importante museu. Sim, a Polônia, hoje uma república com presidente,  já foi uma monarquia e Cracóvia era capital naquela época. Este fato confere à cidade um charme todo especial…

 Castelo Real de Wawelcastelo real de wawel

No interior do castelo, todos os recantos evocam a pompa real… Chão de mármore, tapeçarias persas e de Flandres, mobília francesa e quadros representando os diversos reis e rainhas… Junto ao castelo, fica a Catedral de Santo Estanislau e São Venceslau, que é uma das igrejas mais importantes da Polônia, com mais de mil anos de história. Tem grande significado para o país, pois é lá que estão sepultados os reis e heróis poloneses e era também lá que aconteciam as coroações. A atual catedral foi construída  catedral adjacenteentre 1320-1364, mas existiram duas igrejas mais antigas no local (cerca de 1038) das quais ainda existem vestígios… O espaço entre os vários edifícios é ocupado por jardins, pequenos restaurantes, cafés e esplanadas, para que seja possível passar o dia inteirinho mergulhando na história… E um dia não é muito! Paga-se uma tarifa de € 3,50 para visitar o museu. A catedral tem entrada franca.

E, ainda sobre o castelo, tem a lenda do dragão. Esta, eu não posso deixar de contar. Diz a lenda que, entre o ano 600 e 800, uma tribo eslava decidiu se fixar no local. Na colina, construíram o seu castelo e, a seus pés, levantaram uma pequena cidade. O seu rei chamava-se Krak, que originou o nome atual de Cracóvia (Krakow em plonês). O castelo do rei Krak foi erguido sobre rochas muito altas, que formavam fendas. Numa dessas fendas, vivia um gigantesco dragão, que se alimentava de ovelhas e raptava as donzelas. A população vivia assustada e nem se atrevia a sair na rua. Um dia, o rei resolveu oferecer a mão da sua filha ao valente rapaz que conseguisse matar o dragão! Muitos cavaleiros tentaram – sem sucesso.  Até que um jovem sapateiro teve a ideia de fazer uma ovelha gigante de pele recheada com enxofre e a colocou na porta do dragão. Quando o dragão guloso viu a ovelha, tratou logo de comê-la, mas o enxofre fez com que ele ficasse com a barriga ardendo… Para tentar apagar o fogo, lançou-se ao Rio Vístula e bebeu tanta água que explodiu! O esperto sapateiro de nome Skuba casou-se com a princesa, que achou que era bom ter um marido tão esperto e engenhoso… Hehe… Ainda hoje, o pessoal de Cracóvia chama de “skubany” alguém que seja esperto e capaz de sair de situações difíceis! Desta história só resta uma enorme gruta conhecida como “Caverna do Dragão” na qual se pode entrar visitando o Castelo. E o dragão se tornou um mascote muito querido da cidade! Qualquer turista que se preze leva sempre um dragãozinho como recordação…

(E por falar em recordação, seguem outras imagens da Cracóvia. Lembrando que é só clicar sobre as fotos deste post para ver em tamanho ampliado.)

polones cozinhaCentro Históricovendedora queijoCentro antigo Cracóvia

Naquele dia, em que minha cabeça ficou cheia de impressões históricas, míticas e religiosas, almocei um clássico prato polonês, encontrado em qualquer lugar da cidade. Chama-se pierogi e é uma espécie de dumpling/ravioli de batata, com vários tipos de recheio. Eu escolhi o tradicional, de carne de porco. Além de pierogi Cracóviacarne, o recheio dos pierogi pode ser de couve, cogumelos, blueberry, maçãs e morangos. Os pierogi de fruta são normalmente servidos com creme de leite e açúcar. Mandei uma porção de seis deles para dentro. Só gastei o equivalente a € 2,50. Escolher um bar ou um café em Cracóvia é tarefa fácil, já que, somente na Cidade Velha, há mais de 300 estabelecimentos.

Chá Cracóvia PolonêsAssim, depois de dar mais uma volta e ter visto um montão de lojinhas de produtos artesanais, eu preferi um chá preto Earl Grey. O chá é servido à maneira polonesa nos meses gelados do inverno: com pedaços de laranja e uma dose de miód pitny, uma bebida alcoólica fermentada à base de mel. Aquece que é uma beleza!

No final do dia, saí pra jantar num restaurante fino. Estava lá esperando a minha comida e ganhei uma entrada de cortesia do chef! Se eu tivesse um restaurante, faria isso direto, muda muito a percepção por uma coisa pequena. Foi no restaurante Percheron, com vista para o lugar que mais gostei, o Castelo Real de Wawel, e praticamente à margem do Rio Vístula. E foi lá, também, que, pela primeira vez na vida, eu me aventurei a comer carne de coelho.

Percheron - Carne de coelhoPercheron Cracóvia Que me perdoem os vegetarianos e os mais esclarecidos em matéria de gastronomia, mas eu não imaginava mesmo que a carne tal animalzinho saltitante era tão saborosa! O prato me foi servido com molho branco super cremoso; um tipo de gnocchi alongado e misturado a ervas. Complementava um tomate assado sem pele, salpicado de cebolinha verde e com um ramo de tomilho para decorar. Vou dizer que fui bem feliz com a escolha e o coelho estava excelente! Incluindo o vinho branco, deixei lá, com todo o prazer, € 18. 

Depois de três dias que, realmente, valeram a pena, deixei Cracóvia no meio de uma manhã chuvosa para prosseguir numa viagem de trem de cerca de três horas até Varsóvia, a capital da Polônia (sobre ela, eu contarei mais pra frente). Sem dúvida, mais uma viagem massa… Uma verdadeira viagem no tempo, que ampliou muito o meu conhecimento da rica história e do cotidiano do povo polonês. Achei tudo que vi e experimentei por lá surpreendente e já tenho planos para uma próxima visita!

 Onde ficar:

hostel secret gardenVale lembrar que, depois de uma boa pesquisa, o hostel The Secret Garden  foi a opção mais viável de lugar para ficar. Tudo muito limpo e arrumadinho. E, felizmente, estava semi-vazio, sem aquele burburinho característico de gente jovem, digamos, interagindo. O mais legal mesmo é a localização…

 

Como Chegar:

O aeroporto internacional João Paulo II fica a 12 quilômetros do Centro da cidade, sendo bem servido por ônibus, uma linha de trem, que vai até a estação central, e táxis. Os preços são muito em conta: € 0,70 para a passagem de ônibus e  € 1,50 para a de trem. Já a corrida de táxi até a zona central sai por € 20,00. E aí mesmo, já posso dizer que começaram as boas surpresas! Serviços eficientes a preços bem camaradas se comparados aos cobrados nas grandes metrópoles europeias e até mesmo brasileiras, né, gente?

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Arrasou, José Maria!! E eu tive o prazer de viajar com você por lugares que ainda não estão no meu planejamento. Essa é uma das grandes vantagens dos blogs… e de ter amigos como você. Obrigada!!

E muito obrigada a vocês, leitores, por passearem comigo, com o José Maria e com o Zibi. E até a próxima!!

40 comentários sobre “Cracóvia, Polônia – História, gastronomia, arquitetura…como você nunca imaginou.

    • Prezada Maria,

      Alegra-me sobremaneira que você tenha gostado do post. Cracóvia é uma cidade linda e encantadora, de modo que tenho absoluta certeza de que você fará uma viagem inesquecível! Seguem algumas informações úteis:

      Localizado a 17 km a oeste do centro da cidade, o aeroporto de Cracóvia foi objeto de um grande investimento, o que resultou na abertura de um novo terminal de passageiros, em setembro de 2015. O novo terminal é muito arrojado, bem sinalizado e se conecta diretamente à também novíssima estação ferroviária de Balice através de uma passarela (skywalk), que conduz ao terminal. Com os serviços e comodidades completos de um aeroporto moderno, lá você encontrará caixas eletrônicos e câmbio, informações turísticas, mesas de aluguel de carros, restaurantes e lojas, uma capela, salões de negócios e serviços VIP. Apesar de aumentar o volume, passar pelo check-in e segurança no aeroporto de Cracóvia ainda é relativamente rápido em comparação com a maioria dos aeroportos mundo afora.

      A melhor maneira de se chegar do aeroporto à Cidade Velha de Cracóvia – e vice-versa – é de trem (comboio). Os trens (comboios) funcionam de forma confiável a cada 30 minutos entre as 04:00 e as 24:00, partindo da plataforma 3 da estação ferroviária Central de Cracóvia (Krakow Glowny, em polonês). Verifique rozklad-pkp.pl para horários de partida exatos. O tempo de viagem é de exatamente 17 minutos, e os passageiros são deixados na nova estação de Balice. Os bilhetes custam 9 zł e podem ser comprados nas máquinas de bilhete na plataforma da Estação Central (surpreendentemente, essas máquinas realmente aceitam dinheiro, moedas e cartões de crédito) ou do próprio condutor a bordo do trem; do aeroporto, compre seus ingressos diretamente do condutor sem custo extra.

      No caso improvável de que você não possa pegar o trem, o ônibus público número 208 faz a mesma viagem uma vez por hora, enquanto o ônibus 252 faz o trajeto entre o aeroporto e ‘Os. Podwawelskie ‘a cada 30 minutos com paradas principais em Cracóvia Błonia, Jubilat e ICE (Centro de Congressos). O ônibus noturno 902 também faz a viagem do aeroporto para a Estação Central, com partidas horárias a partir de 23:36. O ônibus é a opção mais barata, mas a viagem leva entre 35 e 45 minutos, dependendo do tráfego. Compre uma tarifa de viagem única de 4/2 zł da máquina do bilhete na parada de ônibus ou a bordo do ônibus. Ao sair de Chegadas, você encontrará a parada de ônibus à sua direita. Os horários e rotas de ônibus exatas podem ser verificados online no mpk.krakow.pl ou em krakow.jakdojade.pl.

      Boa viagem!

      Um forte abraço,

      José

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  1. Olá! Adorei suas dicas, estarei lá na próxima terça e vou aproveitar tudo! RS
    Vc sabe se lá existe aquele cartão para transporte publico para 48 ou 72 horas como nos outros países?
    Outra coisa, lá só aceitam o dinheiro local ou euro também? Pq em Budapeste aceitavam os dois. Abs Thati

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    • Isso é muito interessante, Fernando! A origem dos pierogi é muito pouco incerta, diria até que não é rastreável e se perdeu no tempo. Em muitos países, eles são reivindicados como comida tradicional original. Têm fortes ligações com a cultura eslava, e também pode ter se originado entre outros povos europeus, tais como os romenos, lituanos e letões. Na Ásia, comida semelhante é servida em mesas chinesas, onde são caracterizados como “dumplings” (bolinhos). Outras formas são vistas em todo o Extremo Oriente, o que alimenta a especulação, bem-fundada ou não, de que os mongóis ou persas trouxeram a receita para o Ocidente.

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  2. Olá, Zé Maria. Vou a Cracóvia em fevereiro, gostaria de saber se chegou a visitar os campos de extermínio, se chegou a conhecer as minas de sal, e se mesmo sendo nessa época de frio tão rigoroso, corro risco de não conseguir visitar alguns desses lugares, e também saber se acha que vale a pena vim de Copenhagen de avião, e se for em Praga, devo utilizar o trem ou avião. Muito legal todas as informações que passou, que você possa continuar fazendo milhões de viagens e assim nos passar todas as dicas. Obrigado

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    • Oi, Kátia! Peço desculpas pela demora em te responder. Olha, é muito fácil visitar tanto as minas de sal de Wieliczka quanto o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. O melhor é pegar um tour guiado, que facilita a visita, quase impossível de se fazer individualmente. Olha, não se preocupe, pois até agora o inverno no Centro-Leste Europeu está bem ameno. Eu acabei de chegar de mais uma visita à Polônia, e nem neve havia caído por lá. Além disso, as atrações ficam abertas à visitação. Nada pára, a não ser em caso de intempéries extremas. A visita ao campo de concentração, por exemplo, pode ser feita de segunda a domingo, das 8 às 15 horas. Eu acho mais viável você fazer a viagem de avião, partindo de Copenhague. Só existe um trem que sai de Praga para Cracóvia, e é uma viagem noturna (das 22h36 às 6h26min), o que tira completamente o prazer e a vantagem de se fazer esse tipo de viagem. Já um voo de Copenhague para Cracóvia dura apenas 1 hora e meia. Fico feliz por voce ter gostado do post!
      Abraço e boa viagem!
      José

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    • Olá João! Olha, peço desculpas pela demora em te responder. Estive viajando – para escrever mais post aqui no Viagem Massa – e só agora tenho mais folga.
      Acho ótimo que vocês tenham escolhido o Leste Europeu para uma primeira viagem internacional. É difícil dizer algo preciso quanto aos gastos. Mas uma coisa é certa: com os preços, na Polônia, vocês não precisam se preocupar. Tudo lá é muito barato! O mínimo que eu gastei foi, em média, de € 30,00 a € 35,00 por dia.
      Excelente viagem! Cracóvia é encantadora!
      Abraço,

      J

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  3. Wauw José !!! you have really caught a good glimse of Cracow. I got a very nice impression of how the city must be like, just from taking a look at these Photos..
    You know I have been thinking about visiting this beautifull old city one day, and hopefully I will get the chance soon 🙂
    Hugs
    Ben

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