Um caso de pele! No meio da viagem, uma Insolação (por Monick Cruz)

O destino era Arica – Chile, província que recebe carinhosamente o apelido de “Cidade da eterna Primavera”, pois praticamente não sofre variações de temperatura ao longo do ano. Localizada próximo às divisas entre Bolívia e Peru, Arica é um ponto de conexão entre esses dois países e não pode deixar de ser visitada por mochileiros e viajantes por aí, desde que não esqueçam o famigerado protetor solar e logo logo vocês entenderão o motivo!  E assim começa nossa passagem por Arica. De dentro do ônibus esse é o cenário na entrada da cidade:

Ariaca

Como não pode deixar de ser notado, a cidade tem características desérticas, só que populosa, com cerca de 190 mil habitantes. Em algumas áreas não cai um milímetro sequer de chuva ao longo do ano (isso que é secura). O mais interessante que notamos é que em Arica o dia amanhece cinza e quente, os dias mais feios na minha opinião. monick cpm protetorJá que é pra ser quente, melhor que o céu esteja azul, não acham? Se tiver paciência, verá o dia ficar bonito a partir das 13h, quando o nosso astro rei resolve aparecer.

É aí que mora o perigo e nessa hora que fomos à praia.

Vejamos, a praia não é a mais bonita do mundo, mas tem suas particularidades: Água ajustada a temperaturas negativas (brincadeira, mas é BEM gelada), areia bem escura, e localização bem próxima a um dos maiores buracos na camada de ozônio (aquela substância que filtra os raios UV, que prejudicam nossa pele).  E olha a felicidade da pessoa nas águas do pacifico: …

mar de arica

nicolas fazendo caretaA primeira surpresa foi no caminho ao albergue quando tentamos comprar uma humilde latinha de cerveja em uma espécie de depósito e fomos surpreendidos com um ‘não pode’ pelo vendedor. Em Arica é proibido ingerir bebida alcoólica nas ruas! Não encontrei registros dessa informação do querido Google, então simplesmente acredite e quando for a Arica, nada de tomar porre na rua!

Pois bem, chegando ao albergue, banho tomado e eis a outra surpresa: Insolação! Nada desejado quando se está viajando de ônibus pra lá e pra cá, com seu namorado, para cidades que você não sabe se vai precisar de muita ou pouca roupa, se vai ter banho quente ou frio ou ainda se você irá tomar banho (Deserto né, se é que me entendem…). Então o atual cenário era: pessoa com insolação em outro país, sem saber a língua e sem saber onde tinha hospital ou farmácia ou até mesmo um cemitério. Dramas a parte, pedimos ajuda ao dono no Albergue, o Roberto, muito gentil me recomendou doses de ‘aloe vera’ e apontou para babosa aloe veraessa coisa no jardim do local. Falou também que está acostumado com esses eventos e que acontece isso com os gringos (Brasileiro na América do Sul não é considerado gringo, só eu, desprovida de melanina, de responsabilidade e, pelo visto, amor próprio rs). Ao avistar a salvação percebo que se tratava da famosa “Babosa”, aquela nada cheirosa e bem melequenta que tem gente que usa no cabelo para dar brilho. E é isso que passarei na pele.  Pajelança, ciência, fé, medicina ou seja lá o que for, SEGUI o conselho.

babosa na perna

E a receita consiste em: Tirar do pé, abrir e passar na pele. Importante não se esquecer de tampar o nariz e ter muita fé. E foi em tudo, braços, pernas, ombros…tudo que o astro rei aliado ao tal buraco e a minha irresponsabilidade não perdoou!

E não é que funcionou? Nada de ardências no dia seguinte, pele super hidratada e quase sem vermelhidão. Lição aprendida! No deserto protetor solar acima de fps100, mesmo na praia sem sol, muita água e Babosa!!!!

Que se iniciem as plantações e boa viagem!!!

A Praia de Arica.

A Praia de Arica – Sol, calor… e insolação!

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A história da Monick teve um final feliz! O casal continuou a viagem, sem problemas e com muito protetor solar. Hoje dá até pra rir, mas imagino a preocupação e a dor no dia da insolação. Tem muita gente que passa baboba mesmo e tem bons resultados, é um cicatrizante natural. Vamos ver algumas outras atitudes que podem ajudar:

– Levar a pessoa com insolação para sombra, em local bem ventilado. Oferecer água fresca para beber pouco a pouco. Colocar panos molhados com água fresca em todo o corpo.  Não oferecer nada gelado demais. Se a temperatura corporal não baixar, a vermelhidão estiver muito forte, ou aparecer outro sintoma, procurar imediatamente orientação médica.

Obrigada por passearem comigo e com a Monick. E até a próxima!

8 comentários sobre “Um caso de pele! No meio da viagem, uma Insolação (por Monick Cruz)

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