Pra comer, polenta. Pra beber, cocô de passarinho.

O lugar é chamado de POLENTÃO.

A festa é da POLENTA!

                       

Adivinhe o que tem para comer por lá? Já sabe?

Tem QUEIJO. Te peguei!  E feito com dez mil litros de leite!

Tem polenta também, é claro. Ela é o grande destaque da festa anual que acontece sempre em outubro, em Venda Nova do Imigrante. Começa na quinta e vai até Domingo, com uma programação bem variada que reúne comida, música e alegria.

Venda Nova fica a aproximadamente 100 quilômetros da capital do Espírito Santo, Vitória. Eu já conhecia a cidade, mas nunca havia participado de uma Festa da Polenta. Resolvemos ir meio que no impulso e demos um jeito de enganar a nós mesmos, fazendo de conta que haveria alguma chance de conseguir hotel pra dormir na última hora. Óbvio que a tarefa é impossível. As reservas são feitas com meses de antecedência.

As atividades no Polentão começam de manhã, com desfile do Queijo Gigante (que nós perdemos), shows de danças típicas, e almoço. Quem paga a entrada pode ficar o dia inteiro, mas a maior parte do público que chega para almoçar prefere sair no meio da tarde (quando há uma pequena pausa na programação), descansar e pagar novamente o ingresso da noite. No sábado o show principal, marcado para as 23h30, seria do Almir “ando devagar porque já tive pressa” Sater. Eu adoro!

Chegamos por volta das 15h, com fome! O Queijo estava sendo partido. Achei impossível um queijo tão grande ficar gostoso, mas ele é. Quem quiser pode comprar pedaços,  num preço equivalente ao dos supermercados.

Eu pensei que a Festa da Polenta fosse realizada nas ruas da cidade e no início fiquei meio decepcionada por ser nessa espécie de ginásio gigante sem charme. O sentimento passou rapidinho quando vi o carinho com que o povo de Venda Nova se dedica a cada atividade. São todos voluntários, dos responsáveis pelas barracas que servem o almoço, aos cantores e dançarinos, passando pelo grupo que faz as toneladas e toneladas de polenta servidas nos quatro dias de evento.

Trabalho em equipe!

Na hora de escolher o que comer você pode optar por pizza de polenta!

                         

Pastel de polenta… e até churros de polenta! Eles servem a versão salgada recheada com requeijão.  Nós escolhemos o prato típico, com macarrão, polenta, frango, linguiça e queijo. A embalagem descartável tira um pouco a graça da refeição, mas é bem prática e mantém a comida quentinha. Lembre-se que chegamos bem tarde. Na hora do almoço mesmo todas as mesas do pavilhão ficam lotadas.

As apresentações seguem no palco e o público acompanha com animação, dançando e cantando. É mesmo muito animado!

(Repararam na seta amarela, no canto direito da foto acima? É pra marcar esse cara de boné, que eu não conheço. Guardem bem esse rosto que está olhando pra câmera!)

Uma típica casa italiana da Nona.

Lá pelas tantas eu já estava ficando cansada, já havia comido um bocado, já havia dançado e começou a dar vontade de ir embora (nada de hotel, lembra?). Ah… e o show do Almir “ então os olhos dos bichos vão ficando entristecidos” Sater?

Acreditam que ele resolveu passar o som, com toda a banda, na hora do intervalo da programação? Quando eu digo que Deus é meu chapa… Show quase exclusivo!

E o cara de boné, lembram dele? Olha ele aí em cima se apoderando da minha foto! Tenho vontade de rir toda vez que vejo.

Dá pra visitar Venda Nova do Imigrante em uma tarde.  É uma cidadezinha pequena, na região Serrana do Espírito Santo, com aproximadamente 21 mil habitantes. Eu disse que dá pra conhecer em um dia, mas não aconselho não. É que são os habitantes de Venda Nova que fazem toda a diferença. Eles tem orgulho da terra onde vivem e transformam cada visita em uma experiência única: tem conversa gostosa, café quentinho, delícias produzidas pelas famílias da região.

Por isso a minha dica é que você dedique um tempo ao que existe de melhor, o povo. Vai ouvir ótimas histórias, aprender sobre os imigrantes italianos, ganhar aconchego, e comer um bocado.  Venda Nova é considerada a Capital Nacional do Agroturismo. É possível acompanhar a fabricação de biscoitos, licores, queijos, embutidos…

Mas…e o coco de passarinho pra beber?! Faz parte do título desse texto, ué! Ainda tô devendo essa explicação.

É que a região é produtora do Jacu Bird coffee, ou café do Jacu. É um dos cafés mais caros do mundo (do mundo!!). O pássaro Jacu come os melhores grãos do cafezal, faz cocô e desta forma acaba promovendo uma espécie de seleção natural. O café é feito com o que resta das fezes do bichinho. Sempre que encontramos o Jacu Bird Coffee, a gente tira foto pra implicar. Dizem que é uma delícia, mas acabo de perceber que eu nunca provei (puxa vida!).

Esse café aí estava o máximo, mas não vou enganar não. É apenas o bom e velho expresso com creme! Pra terminar essa nossa conversa no estilo de Venda Nova…

Obrigada por passearem comigo… e até a próxima!

9 comentários sobre “Pra comer, polenta. Pra beber, cocô de passarinho.

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